A manhã desta terça-feira, 31 de março de 2026, foi marcada por um violento incêndio florestal que deflagrou no lugar de Eixo, em Aveiro, mobilizando um expressivo contingente de socorro.
O alerta foi dado por volta das 11h30, desencadeando uma operação de combate imediata para tentar travar o avanço das chamas numa zona de vegetação. Devido à intensidade do fogo e à proximidade das vias rodoviárias, a autoestrada A1 teve de ser cortada ao trânsito nos dois sentidos, no troço compreendido entre a Mealhada e Albergaria, causando fortes transtornos na principal ligação Norte-Sul do país.
De acordo com as declarações da comandante dos Bombeiros Novos de Aveiro ao portal 24notícias, a frente de fogo permanece ativa e tem sido fustigada por diversas projeções, o que dificulta o trabalho de contenção. No entanto, e apesar da dimensão da coluna de fumo visível a vários quilómetros, as autoridades garantem que, até ao momento, não existem habitações nem unidades industriais em risco direto, estando o combate focado exclusivamente em área florestal.
Para o teatro de operações foram mobilizados 149 operacionais, apoiados por 45 viaturas e 4 meios aéreas, que aproveitam as condições de visibilidade para realizar descargas estratégicas nos pontos mais críticos. O objetivo prioritário das equipas no terreno é controlar o perímetro do incêndio e evitar que as chamas se propaguem para zonas de mancha florestal mais densa e de difícil acesso, onde o combate terrestre seria substancialmente mais perigoso.
O corte da A1 continua a gerar filas quilométricas e as autoridades aconselham os automobilistas a utilizarem o IC2 ou a A29 como alternativas viáveis enquanto durarem os trabalhos de rescaldo e limpeza da via. Espera-se que a descida das temperaturas ao final do dia possa ajudar os bombeiros a dominar o incêndio, embora o vento moderado que se faz sentir na região de Aveiro ainda constitua a maior preocupação para o comando das operações.