O presidente do Benfica, Rui Costa, marcou presença na Assembleia da República esta semana para uma série de encontros com diversos grupos parlamentares, com o objetivo de sensibilizar o poder político para os desafios estruturais que o futebol português atravessa.
Em declarações à saída, o dirigente fez um balanço “muito positivo” das reuniões, sublinhando que as preocupações apresentadas não visam apenas os interesses do clube encarnado, mas sim a sustentabilidade de todo o setor, com especial enfoque na centralização dos direitos televisivos.
Além da questão dos direitos de transmissão, Rui Costa levou ao parlamento uma agenda preenchida com temas fiscais e regulatórios. Entre os pontos destacados pelo presidente do Benfica estão a revisão das taxas de IVA, o regime jurídico das apostas desportivas, a legislação sobre seguros e a discussão em torno da venda de álcool nos estádios. O dirigente apelou a uma atuação política que proteja o futebol português de fatores que considera prejudiciais para a sua competitividade internacional.
Rui Costa diz que a época foi preparada para o Benfica ser campeão, mas admite que não está a ser como era pretendido. pic.twitter.com/WwrxkXBhDE
— Cabine Desportiva (@CabineSport) April 9, 2026
O Momento Desportivo e a Continuidade de José Mourinho
No plano estritamente desportivo, Rui Costa não fugiu às questões sobre a atual fase da equipa de futebol, admitindo que o recente empate — descrito como “inesperado” — complicou as contas do título a poucas jornadas do fim. Apesar da insatisfação visível dos adeptos, o presidente reforçou que é “proibitivo abandonar a época” e que todos na estrutura são obrigados a acreditar na conquista de todos os lugares possíveis até que a matemática diga o contrário, por respeito à “camisola sagrada” do clube.
O presidente abordou ainda as recentes declarações de José Mourinho, que se mostrou desagradado com a exibição da equipa. Rui Costa desvalorizou as especulações sobre uma possível saída antecipada do técnico português, sendo perentório:
“Tem contrato por mais um ano, não é tema.”
Contudo, deixou uma nota de exigência ao afirmar que “ninguém é imune a nada no Benfica”, sublinhando que a direção partilha da desilusão dos adeptos quanto aos resultados que, nesta fase, não estão a cumprir os objetivos traçados no início do planeamento da temporada.