A nomeação de João Pinheiro para o Mundial de 2026 foi recebida com entusiasmo por José Borges, presidente da APAF, que em declarações à agência Lusa classificou o momento como um “orgulho” para a arbitragem nacional.
Segundo o dirigente, este reconhecimento é o resultado direto da consistência demonstrada pelo juiz de Braga, especialmente após o seu papel de destaque nas grandes finais europeias de 2025. Pinheiro, de 38 anos, integra assim o restrito lote de 52 árbitros principais que terão a responsabilidade de dirigir os 104 jogos da prova nos EUA, Canadá e México.
Para a arbitragem portuguesa, este regresso aos palcos mundiais como árbitro principal — o primeiro desde 2014 — é visto por José Borges como um pilar motivacional para as novas gerações. O dirigente sublinhou que o percurso de João Pinheiro, que já passou por funções de VAR no Euro 2020 e de quarto árbitro na final da Champions 2024/25, serve de exemplo de que o trabalho árduo e a formação contínua permitem atingir o topo do futebol mundial.
O Dilema do Sucesso: Arbitragem vs. Seleção
Um dos pontos curiosos abordados pelo presidente da APAF foi a compatibilidade entre o sucesso de João Pinheiro e o da Seleção Nacional. Portugal, inserido no Grupo K juntamente com a República Democrática do Congo, Colômbia e Uzbequistão, ambiciona chegar longe, o que, por regulamento, impediria João Pinheiro de arbitrar as fases finais caso a equipa das quinas avance.
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O Sonho: Ter a arbitragem portuguesa numa final mundial.
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A Realidade: O sucesso de Portugal na prova limita o raio de ação do árbitro luso.
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A Expectativa: Independentemente do cruzamento de destinos, Borges acredita que Pinheiro irá “dignificar e valorizar” o setor em cada jogo que dirigir.
A Ausência no VAR e o Caminho a Seguir
Apesar da celebração pela chamada de João Pinheiro e dos seus assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia, houve uma nota de reflexão quanto à ausência de especialistas portugueses na lista final do VAR. Embora André Narciso tenha figurado entre os pré-selecionados, nenhum português acabou por ser escolhido para as funções de vídeo-arbitragem. José Borges encara este facto com pragmatismo, defendendo que a qualidade dos quadros nacionais é elevada, mas que este desfecho obriga a uma análise interna e a um esforço redobrado para que, em futuras competições, Portugal recupere o seu espaço nesta vertente tecnológica do jogo.