José Mourinho já não pode deixar o Benfica mediante o pagamento da cláusula de €7 milhões, uma vez que terminou o prazo de dez dias úteis após o final do campeonato para a sua ativação. A partir de agora, a rescisão do treinador implica o pagamento de €15 milhões, valor correspondente ao último ano de contrato com os encarnados.
O Real Madrid continua a ser o destino mais provável de Mourinho, existindo um entendimento para um vínculo de três temporadas. No entanto, a oficialização depende da sua desvinculação do Benfica e do desfecho das eleições presidenciais do clube espanhol, marcadas para 7 de junho. Em Espanha, acredita-se que Florentino Pérez será reeleito e avançará de imediato para a contratação do técnico português.
Entretanto, o Benfica trabalha na sucessão e tem Marco Silva como principal alvo. As conversações decorrem, mas ainda existem diferenças a ultrapassar, sobretudo ao nível salarial, da composição da equipa técnica e do planeamento da próxima época. O Fulham tenta renovar com o treinador até 2030, oferecendo-lhe cerca de €7,5 milhões líquidos por ano, enquanto os encarnados estão dispostos a chegar aos €5 milhões. Apesar disso, as partes acreditam ser possível alcançar um entendimento. Qualquer anúncio oficial, porém, ficará dependente da saída de Mourinho.