A FIFA e o IFAB aprovaram várias alterações às Leis do Jogo que entrarão em vigor no Mundial2026 e, de forma geral, a partir de 1 de julho. Entre as principais novidades está a expulsão direta de jogadores que tapem a boca com a mão, braço ou camisola ao dirigirem palavras a outro agente desportivo em situações de conflito.
«É algo que vai ser sempre punido com vermelho, porque é algo que um jogador faz propositadamente, não instintivamente. Esperamos que os jogadores não façam isso», explicou Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA.
A medida surge após o caso de Gianluca Prestianni, do Benfica, que tapou a boca ao dirigir-se a Vinicius Júnior num jogo da Liga dos Campeões. O argentino negou insultos racistas, mas admitiu ofensas homofóbicas, acabando por ser castigado pela UEFA e pela FIFA.
As novas regras preveem ainda expulsões para jogadores que continuem a protestar com o árbitro ao abandonarem o relvado. Para aumentar o tempo útil de jogo, um pontapé de baliza que demore mais de cinco segundos passará a resultar em canto para o adversário, enquanto um lançamento lateral demorado será entregue à equipa contrária.
Nas substituições, o jogador terá 10 segundos para sair do campo após a indicação no painel eletrónico. Caso não cumpra, o substituto terá de aguardar um minuto antes de entrar. O mesmo princípio aplica-se aos jogadores assistidos em campo, salvo algumas exceções, como lesões na cabeça ou situações envolvendo guarda-redes.
O VAR também ganha novas competências, podendo intervir para corrigir segundos cartões amarelos atribuídos incorretamente, erros de identidade em cartões e cantos atribuídos de forma errada, desde que a correção seja feita sem atrasar o recomeço do jogo.
«Um pontapé de baliza não pode passar a canto. O objetivo é evitar que aconteça um golo a partir de um pontapé de canto errado. Tem de ser claro que o canto é errado. Como os cantos não são marcados imediatamente, é possível alterar a decisão nessa espera. Os jogadores aceitam a decisão quando é correta», explicou Collina, que garantiu que o objetivo para o Mundial2026 é «elevar o nível» da arbitragem.