O jovem avançado William Gomes foi o porta-voz da insatisfação produtiva do FC Porto após o empate (1-1) frente ao Nottingham Forest, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa.
Autor do golo dos azuis e brancos, o jogador expressou a sua satisfação pessoal pelo regresso aos golos, mas lamentou que o volume de jogo da equipa não se tenha traduzido numa vantagem para a segunda mão. Para William, o resultado de quinta-feira, 9 de abril de 2026, é apenas o “intervalo” de uma eliminatória que os dragões acreditam piamente poder resolver em solo inglês.
Apesar do domínio portista, a bola teimou em não entrar mais do que uma vez, algo que o avançado desvalorizou como sendo uma questão de falta de eficácia crónica. William Gomes defendeu que houve momentos em que a equipa tudo tentou, mas que o futebol é feito de noites onde a sorte não acompanha o esforço. Sobre o lance do autogolo que beneficiou o adversário, o jogador encarou-o com naturalidade, destacando a capacidade de reação do grupo que, embora confiante, não conseguiu ir além da igualdade no marcador.
No que toca a objetivos individuais, o camisola portista manteve um discurso focado no coletivo, rejeitando a fixação em metas numéricas de golos para a temporada. “Isto de metas de golos não existe para mim”, afirmou de forma categórica, reforçando a ideia de que o sucesso pessoal é apenas uma consequência do trabalho de equipa. Para William Gomes, se o FC Porto mantiver o nível exibicional e a organização, os golos surgirão naturalmente no momento decisivo para garantir o apuramento para as meias-finais da competição.