A tensão entre o FC Porto e o Sporting CP extravasou as quatro linhas do pavilhão e chegou agora à esfera associativa. Este sábado, 4 de abril de 2026, um grupo de sócios dos “dragões” lançou uma petição oficial com o objetivo de expulsar Ricardo Costa, atual treinador de andebol dos “leões”, do quadro de associados do clube do Norte. O movimento baseia-se no artigo 32.º dos estatutos do FC Porto, que prevê sanções para sócios que atentem contra o bom nome ou os interesses da instituição.
O gatilho para esta iniciativa foram as declarações de Ricardo Costa após a vitória do Sporting sobre os polacos do Wisla Plock, na passada quinta-feira. O técnico afirmou não “conviver bem com ataques à sua integridade”, uma resposta direta à polémica que estalou dias antes na Dragão Arena. Nesse episódio, Ricardo Costa e o pivô Christian Moga tiveram de receber assistência médica devido a um suposto “cheiro intenso e tóxico” no balneário visitante, um caso que já escalou para o plano governamental, levando a ministra Margarida Balseiro Lopes a reunir-se de urgência com André Villas-Boas e Frederico Varandas.
O Enquadramento Estatutário e as Medidas
Os sócios subscritores da petição argumentam que a postura do técnico, ao colocar em causa a hospitalidade e a segurança das instalações portistas, configura uma infração grave aos deveres de associado. Segundo os estatutos do clube, as medidas disciplinares previstas no artigo 33.º dividem-se em quatro níveis de gravidade:
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Advertência (meramente verbal ou escrita);
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Repreensão registada;
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Suspensão de direitos;
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Expulsão (a medida máxima pretendida pelos autores do movimento).
Este braço de ferro promete acentuar o clima de “guerra fria” entre as duas direções, numa altura em que o andebol nacional atravessa um momento de enorme competitividade, mas também de uma crispação institucional que parece longe de encontrar um desfecho pacífico.