InícioBenficaMarco Silva foi oficializado no Benfica, eis todas as declarações

Marco Silva foi oficializado no Benfica, eis todas as declarações

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Marco Silva foi apresentado como novo treinador do Benfica e assumiu que chega à Luz para enfrentar “o maior desafio da minha carreira”, deixando ainda várias mensagens sobre os objetivos desportivos, o mercado, a pressão associada ao cargo e a conversa que teve com Rui Costa.

O técnico começou por agradecer a confiança depositada em si: “Começar por agradecer ao Benfica a confiança demonstrada em mim e no meu staff. Uma honra e um orgulho enormes. São as duas palavras que quero expressar. E acrescentar a terceira, a grande responsabilidade que este cargo acarreta. A honra, o orgulho e a responsabilidade.”

Sobre a identidade que pretende implementar, foi claro: “Sem dúvida, quem está neste clube tem de pensar dessa forma, a sua grandeza… é com o objetivo sempre de acrescentar algo. Identidade? Dominadora. Terá de ser o caminho para vencer em Portugal. Ser uma equipa que seja capaz de colar aos adeptos, que haja uma ligação muito forte. Sabemos que o apoio será cada vez maior se a equipa corresponder. Uma forma positiva e dominadora de jogar que na minha opinião representa o Benfica.”

Questionado sobre o primeiro contacto com Rui Costa, Marco Silva afirmou: “É muito simples responder. A primeira vez que comunicou comigo e falámos, se eu estava disposto. O Benfica estava à procura de treinador, quando o presidente falou comigo, quer dizer que eu era a primeira opção. O convite foi claro e a minha resposta também foi clara.”

Sobre as razões que o levaram a trocar a Premier League pelo regresso a Portugal, explicou: “Não vou estar a dizer se foi difícil ou fácil. Estou fora do país há 12 anos. Senti-me bem, custou muito a consolidar o nome. Falou do Benfica, para mim isso foi importante. Parte emocional teve um grande peso. Quando o Benfica não ganha, o desafio é gigante.”

Em relação às expectativas dos adeptos, mostrou confiança: “Se não acreditasse não estava aqui. Acredito que eu e os jogadores estamos capazes de acrescentar algo para tornar o Benfica campeão e competitivo. Todos sabemos a dificuldade que é, temos equipas com grande qualidade. Objetivo é ser campeão. Passaram treinadores de grande qualidade, as razões não me competem estar a comentar, trazer a confiança e positividade que os adeptos precisam. É para isso que aqui estou.”

Sobre a duração do projeto, revelou: “Qualquer treinador tem o lugar em risco. Quando decidi entrar nesta carreira… convivo muito bem com isso. Sou equilibrado para perceber. Assinei por dois anos com o Benfica, mas o meu objetivo é ficar três anos no Benfica.” Acrescentou ainda: “Parte financeira? Não foi a principal razão, senão não estava aqui, como sabem.”

Questionado sobre o momento atual do clube, destacou: “Tive oportunidade de voltar ao futebol português. Não aconteceu. Este eu senti que era o momento. Temos de encarar a realidade. O Benfica quando não ganha ninguém pode falar em positividade. Temos de quebrar, é o objetivo, sermos campeões. Importa referir que temos 3 adversários à altura para tornar a nossa tarefa mais difícil.”Futebol

Quanto ao plantel, sublinhou: “Não preciso de entrar em comparações. Tem qualidade, estamos a trabalhar para podermos reforçar. Perdemos um elemento importante, é uma das posições que temos de reforçar. Não estar na Champions tem um peso muito grande, não só em termos financeiros. Não é por isso que o Benfica não vai investir e não lutar por títulos.”

Sobre Sudakov, deixou uma mensagem de confiança: “É jogador do Benfica, contamos com ele. Foi um grande investimento. Basta olhar para as características das minhas equipas. É um jogador do qual conseguimos tirar o melhor. Será o momento dele provar. Acredito bastante nele. Teve um ano difícil. Terá todo o nosso apoio e confiança.”

Relativamente às fragilidades da equipa, preferiu não entrar em detalhes: “Jogos do Benfica? Não vou estar a dizer as lacunas e virtudes. Era estar a dar trunfos. Mesmo que sinta que haja uma lacuna não vou dizer. Temos de falar do que é bom, não deixar coisas no ar que serão agarradas. Vamos tentar escondê-las. Não vou dizer que vi os jogos todos, o foco estava na Premier, mas como português fazia parte do nosso dia estarmos juntos para vermos jogos do campeonato português.”

Sobre o que considera essencial para convencer os adeptos, foi direto: “Não preciso de arranjar uma frase mais forte do que os antecessores. É como me sinto. O Benfica é vencer, é fácil de responder. Nesta casa é a única forma de todos estarem mais unidos. Os adeptos têm de perceber a força que têm.”

Quanto à arbitragem, afirmou: “Não lhe sei dizer como vou reagir momento a momento. Como treinador do Benfica terei de ter controlo emocional, mas não garanto que vá ser sempre brilhante. Venho de uma cultura diferente, não fui sempre perfeito, tive de pagar algumas multas. Estou aqui para defender o Benfica. Não sou fã de falar de arbitragem. Com o passar dos anos falei mais do queria. Se formos mais fortes no campo será mais difícil não ser vitorioso. Espero que seja dentro dos limites, que seja capaz de agregar. Espero não errar nesse aspeto. Mas não prometo…”

No que toca à Liga Europa, apontou a fasquia elevada: “Consigo dizer aos benfiquistas mas primeiro quero dizer que o primeiro passo é estar lá. Teremos uma pré-época atípica, mas isso nunca será desculpa. Temos 6 jogos para disputar. Estando lá, olhando para a dimensão do Benfica e dos clubes, o Benfica tem de ser um candidato. Não foi necessário ter esta conversa com o presidente. A dimensão a isso obriga. Temos de ambicionar chegar a Frankfurt.”

Sobre o mercado, explicou: “Claro que sim, falou-se de questões financeiras. O projeto não passa só por isso. O presidente foi claro ontem, haverá espaço para reforçar o plantel. Tenho alguns princípios e perfis definidos para alguns jogadores. Deixar uma mensagem clara para os adeptos e para o plantel, a base está lá, acreditamos muito. A parte financeira não é para mim mas haverá espaço.”

Acerca da pressão associada ao cargo, comentou: “Comecei no Estoril, foi onde tudo começou. Muito orgulhoso do projeto. Nem todos os clubes têm capacidade para lutar por títulos. O Benfica é um dos grandes clubes do mundo. Percebo a questão de Inglaterra, poder estar no Benfica traz responsabilidade. Mas a pressão, se não existir, eu sou o primeiro a colocá-la. A grandeza e a dimensão trarão pressão naturalmente. A pressão é um privilégio. Há momentos em que vai estar bem forte, outros em que vamos conseguir desfrutar, é um bocado isto, temos de ser capazes de aguentá-la. Sei que no momento menos positivo a pressão cai toda no treinador.”

Sobre possíveis reforços vindos do Fulham, esclareceu: “Sim, grande parte [da equipa técnica]. Em tempo oportuno irão saber. Não vou individualizar. Neste momento não está em cima da mesa nenhum jogador do Fulham.”

Por fim, detalhou a conversa inicial com Rui Costa: “A conversa foi clara. Na altura mostrei abertura. Se perguntassem há 5 meses se o objetivo passava por regressar a Portugal, diria que não. A resposta [a Rui Costa] foi deixar a porta aberta, que era algo que me entusiasmava. A primeira conversa foi uma manifestação de interesse.”

Na despedida, dirigiu-se aos adeptos: “Queria deixar duas. A primeira é dizer que é o maior desafio da minha carreira, disse que em todos os projetos coloco uma exigência máxima. É o maior desafio da minha carreira. E lembrar a força que temos. O Real foi tema ontem. Há pouco tempo teve eleições e teve 30 mil. Vocês sabem o número de votantes que teve o Benfica nas suas eleições. Estando longe senti que o apoio foi constante, essa paciência vai ser fundamental, não falo em menos exigência. Esta diferença de números só mostra a grandeza. Quanto mais unidos estivermos, mais difícil será não sermos vitoriosos. Se estivermos unidos, vamos ser cada vez mais fortes. Vamos fazer a nossa parte, ligar todas peças. E se

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