A Junta Eleitoral do Real Madrid validou a candidatura de Florentino Pérez à presidência do clube, decisão tomada na sexta-feira mas divulgada apenas este sábado. O processo foi aceite por unanimidade e não exigiu a apresentação de pré-aval bancário, ao abrigo do Artigo 40.C.5 dos Estatutos do clube.
De acordo com esse regulamento, embora os candidatos tenham normalmente de apresentar uma garantia bancária correspondente a 15% das despesas do Real Madrid, essa exigência é dispensada quando o presidente em funções se recandidata após um período em que a gestão tenha gerado resultados financeiros positivos, caso em que a candidatura pode avançar sem novo aval.
Florentino Pérez fica agora a aguardar a decisão de Enrique Riquelme, que poderá avançar como adversário nestas eleições. A confirmação da sua candidatura terá de surgir ainda este sábado. Se não houver oposição, o atual presidente será automaticamente reconduzido ao cargo.
No caso de existir concorrência e a candidatura de Riquelme ser validada, as eleições do clube estão marcadas para 7 de junho. Caso não reúna as condições exigidas, Florentino Pérez mantém-se na liderança sem necessidade de sufrágio, com decisão formal prevista para domingo, dia 24.
Em paralelo, o processo eleitoral está a ter impacto no futuro de José Mourinho. O treinador do Benfica continua a aguardar desenvolvimentos, numa fase em que tem cerca de dez dias para decidir se prolonga o vínculo com o clube, prazo que termina a 26 de junho, terça-feira.
Entretanto, Enrique Riquelme procura assegurar o aval bancário necessário, estimado em 187 milhões de euros, exigido pelos estatutos para formalizar a candidatura. O empresário tem encontrado dificuldades na banca espanhola e, por isso, está a negociar alternativas com instituições estrangeiras, nomeadamente o Scotiabank e o Andbank.