Sudakov perdeu espaço no Benfica e não é titular desde a vitória frente ao Vitória de Guimarães (3-0), somando a última utilização no empate com o Casa Pia (1-1), onde entrou aos 70 minutos. A exibição nesse jogo desagradou a José Mourinho, que, sem apontar nomes, deixou críticas a vários jogadores — entre eles o médio ucraniano. Desde então, ficou no banco sem ser utilizado nos encontros com Nacional, Sporting e Moreirense.
A reentrada no onze até ao final da época parece complicada, sobretudo porque Mourinho está satisfeito com o trio de meio-campo formado por Aursnes, Richard Ríos e Leandro Barreiro e pretende mantê-lo. Ainda assim, Sudakov tem mostrado forte empenho nos treinos, algo reconhecido internamente no clube.
Apesar do desconforto após o jogo com o Casa Pia, não há qualquer rutura entre jogador e treinador. O médio, de 23 anos, continua determinado em reconquistar o seu lugar e tem sido alvo de trabalho específico por parte da equipa técnica, que procura aumentar a sua agressividade ofensiva. Mourinho já explicou que Sudakov vem de um contexto competitivo menos exigente no Shakhtar Donetsk e que esta é a sua primeira experiência fora da Ucrânia, num cenário ainda influenciado pela guerra, mas mantém a exigência elevada.
No clube, é consensual que o jogador possui grande qualidade técnica, embora ainda não tenha atingido o nível esperado face ao investimento realizado. O Benfica pagou 6,75 milhões de euros pelo empréstimo, com obrigação de compra fixada em 20,25 milhões, podendo o negócio chegar aos 32 milhões mediante objetivos. O Shakhtar assegurou ainda uma percentagem de mais-valia futura.
A adaptação tem ficado aquém do esperado, mas existe confiança numa evolução para a próxima época. O Benfica admite ouvir propostas no verão, porém Sudakov está satisfeito em Lisboa e não pondera sair. A ausência da Ucrânia do próximo Mundial também reduz as perspetivas de valorização imediata, tornando uma transferência menos provável.