O clima de contestação em Alvalade subiu de tom este sábado, 4 de abril de 2026, com o Santa Clara a centrar as suas críticas no desempenho da equipa de arbitragem liderada por André Narciso.
O desfecho de 4-2 favorável ao Sporting CP ficou marcado por lances que Petit e os seus jogadores consideram ter tido uma influência direta no resultado, transformando o que poderia ser um jogo de equilíbrio num cenário de profunda revolta para a comitiva açoriana.
O momento de maior incredulidade ocorreu quando Gonçalo Paciência viu um golo ser-lhe anulado, num lance que reduziria a desvantagem para 3-2 e relançaria a discussão pelos pontos na fase decisiva da partida.
A decisão do árbitro, que contou com o apoio do VAR, deixou os comentadores desportivos e os adeptos perplexos, uma vez que a infração assinalada pareceu inexistente ou, no limite, de interpretação altamente forçada. Paciência não escondeu o sarcasmo após o apito final, referindo que em Portugal há “muito artista” a comentar, mas que a verdade do que se passou no relvado foi clara para todos os espectadores.
Para além do golo invalidado, o Santa Clara queixa-se de uma dualidade de critérios gritante, destacando uma grande penalidade assinalada a favor dos “leões” e uma falta marcada contra Mangas num lance onde o jogador terá apenas escorregado. Petit reforçou esta ideia na conferência de imprensa, sublinhando que o Sporting, apesar da sua inegável qualidade, não precisava de “ajudas” externas para vencer, especialmente quando a sua equipa conseguiu o feito raro de marcar três golos (contando com o anulado) à defesa menos batida do campeonato.
Este episódio de Alvalade já extravasou as fronteiras do confronto direto, servindo de munição para os rivais FC Porto e Benfica, que rapidamente utilizaram as redes sociais para questionar a integridade e o critério desta 28.ª jornada. Com expressões como “Já não há vergonha” e perguntas sobre a coerência da arbitragem, o “caso Santa Clara” promete dominar os debates desportivos nos próximos dias, numa altura em que cada decisão do apito parece carregar um peso decisivo na atribuição do título nacional.